terça-feira, 17 de junho de 2008

Basquete - NBA - Final - Após 22 anos, Boston Celtics conquista seu 17º título na história da NBA.

Diante de sua torcida, time derrota o Los Angeles Lakers com diferença recorde, fecha a série decisiva em 4 a 2 e volta a ser campeão da Liga.

Diante de uma torcida apaixonada, o Boston Celtics conquistou nesta terça-feira, após 22 anos de espera, o título da temporada 2007/2008 da NBA, o 17º em sua história. O triunfo veio com uma atuação de gala, com direito a uma diferença recorde de pontos: 131 a 92, fechando em 4 a 2 a série contra o Los Angeles Lakers. A última vez que o Boston tinha conquistado a Liga Americana foi na temporada 1985/1986, em final contra o Houston Rockets. Kevin Garnett e Ray Allen foram os cestinhas da partida, com 26 pontos. Garnett fez um double-double: pegou 14 rebotes. Paulo Pierce foi o MVP das finais. Pelos Lakers, Kobe Bryant foi o maior pontuador, com 22.

- Tudo é possível - disse Garnett.

E ele tinha razão. Foi a primeira vez desde 1977, com o Portland Trail Blazers, que um time sagrou-se campeão sem ter ido aos playoffs na temporada anterior. Com o título, o Boston fez valer um velho retrospecto. Foi a 34ª vez, das 40 em que a série final esteve em 3 a 2, que o vencedor foi o time que liderava.

Como de costume, Kobe Bryant impôs o ritmo dos Lakers no primeiro quarto. Marcou 11 pontos, mas não seus companheiros não tiveram desempenho semelhante. Kevin Garnett marcou dez e contou com a ajuda de Ray Allen que, antes de ser substituído, contribuiu com oito pontos para que o Boston fechasse na frente, em 24 a 20. A quatro minutos do fim do período, Allen deu um susto. Machucou o olho em um choque, foi para o vestiário e só voltou nos quatro minutos finais do segundo período.

Kobe pára no segundo quarto, e Boston dispara

Por estar no vestiário, Allen não viu os muitos erros de Bryant no terceiro quarto. Foram cinco bolas seguidas. Só pontuou em lances livres, diminuindo e muito o poder de ataque dos Lakers. Além disso, o time da casa dava show nos rebotes ofensivos, diferentemente ds visitantes. Assim, os Lakers viram os Celtics abrirem 38 a 29 em duas cestas seguidas de três pontos de jogadores que vieram do banco: Eddie House e James Posey. House converteu dois lances livres, Posey acertou outra de três, e a diferença chegou a 14 pontos (43 a 29).

E não parou por aí. Pierce deu uma ótima assistência para Garnett, que marcou dois pontos, recebeu falta e converteu o lance livre. Depois, Garnett deu assistência a Kendrick Perkins, fechando em 58 a 35.

A conversa no intervalo não adiantou para os Lakers. No segundo quarto, Allen, com uma bola de três, levou a vantagem para 27 pontos: 63 a 36. Ele, Pierce e Garnett continuaram inspirados, e a diferença se manteve acima dos 20 pontos. Chegou a 31 duas vezes (79 a 48, 84 a 53 e 85 a 54) e mostrou que faltava pouco para entrar para a história. A maior diferença final em um jogo que valeu o título foi de 33 pontos, em 1965, justamente com o Boston, na vitória sobre o Lakers.

O Boston entrou no último quarto disposto a erguer a taça. E, em vez de administrar a partida, aumentou ainda mais o ritmo. A diferença chegou a 36 pontos pela primeira vez em 106 a 70. Repetiu-se em 108 a 72 e em 113 a 77, quando Allen chegou à sétima sexta de três pontos. A cinco minutos do fim, os torcedores já cantavam a vitória. Pudera. A menos de dois minutos do fim, a vantagem era de 43 pontos (129 a 86) com uma enterrada de Tony Allen. Quando o cronômetro zerou, em 131 a 92, foi só comemorar.

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