sexta-feira, 4 de julho de 2008

O Esporte na Quinta

BASQUETE:

- Sul-Americano Masculino: Brasil sofre a primeira derrota

*Sem contar com os seus principais jogadores, que embarcam na sexta-feira para a disputa do Pré-Olímpico em Atenas (GRE), a seleção brasileira foi derrotada, na noite desta quinta-feira, pela Argentina por 102 a 68, pelo Campeonato Sul-Americano de basquete masculino. A equipe nacional sofreu o primeiro revés na competição continental, que está sendo disputada em Puerto Montt, no Chile. Nos dois primeiros confrontos, o Brasil havia vencido a Colômbia e os anfitriões. O cestinha da partida desta quinta foi o argentino Román González, que marcou 20 pontos. O principal pontuador brasileiro foi o armador Hélio com 14 pontos. Os rivais sul-americanos também não contam no torneio com seus principais nomes da modalidade. Na próxima rodada do Sul-Americano a seleção brasileira enfrenta a Venezuela, às 20h desta sexta-feira.

Outras Partidas da 3ª Rodada: Uruguai 88x78 Colômbia, Chile 76x94 Venezuela

Classificação:

1º Argentina e Uruguai - 6 pts
3º Brasil - 5 pts
4º Venezuela - 4 pts
5º Chile e Colômbia - 3 pts.

TÊNIS

- Wimbledon: Venus e Serena Williams voltam a decidir título feminino após 5 anos; Schuettler avança e pega Nadal nas semifinais

*A tenista norte-americana Venus Williams (á direita da foto) venceu nesta quinta-feira a russa Elena Dementieva e chegou a sua segunda final consecutiva em Wimbledon. A atual campeã, número 7 do mundo, pode chegar ao seu quinto título no torneio londrino este ano. Williams bateu na semifinal a russa, número 5 do ranking, pelo placar de 2 sets a 0, com parciais de 6-1 e 7-6 (7-3 no tie-break). Com atuações inspiradas no torneio, o bicampeonato em Wimbledon está cada vez mais perto para Venus. A norte-americana é beneficiada, ainda, pela eliminação precoce de adversárias fortes, como a russa Maria Sharapova e as sérvias Ana Ivanovic e Jelena Jankovic, esta última lesionada durante o torneio.

*A tenista norte-americana Serena Williams passou nesta quinta-feira pela chinesa Jie Zheng e enfrenta sua irmã, Venus, no esperado duelo feminino pelo título de Wimbledon 2008. Com 2 sets a 0 (6-2 e 7-6) sobre a chinesa, número 133 do ranking, Serena Williams chega à final em busca de seu terceiro título do torneio. As irmãs Williams disputam pela terceira vez a final de Wimbledon entre si, com duas vitórias para Serena. Venus, atual campeã do torneio, busca seu quinto título da tradicional competição londrina.

*Depois de três interrupções, o alemão Rainer Schuettler venceu o francês Arnaud Clement nesta quinta-feira pelas quartas-de-final de Wimbledon e pega o espanhol Rafael Nadal na semifinal. Aos 32 anos, Schuettler conseguiu seu melhor desempenho em Wimbledon, na décima vez que disputa o tradicional torneio inglês. O jogo, bastante equilibrado, havia sido paralisado na quarta-feira por falta de luz natural, com 1h46 de jogo, após o francês, número 145 do mundo, empatar o segundo set. Nesta quinta-feira, a partida foi retomada e, depois de ser interrompida duas vezes por causa da chuva, Schuettler garantiu sua passagem à semifinal com uma vitória por 3 sets a 2 sobre o francês, com parciais de 6-3, 5-7, 7-6, 6-7 e 8-6. Na semifinal do torneio, Schuettler terá uma difícil tarefa. O adversário é o tenista espanhol Rafael Nadal, número dois do mundo, que tenta chegar a sua terceira final consecutiva em Wimbledon, aos 22 anos.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Copa Libertadores da América - Final - Fluminense falha nos pênaltis, e a LDU é campeã.

Conca, Thiago Neves e Washington perdem as cobranças, e goleiro Cevallos vira o herói da conquista equatoriana

O sonho terminou. O time lutou, foi valente. Mas caiu na disputa de pênaltis. Após vencer por 3 a 1 no tempo normal, com os gols de Thiago Neves, o Fluminense falhou nas penalidades e perdeu por 3 a 1. Conca, Thiago Neves e Washington, três dos principais jogadores do time, tiveram as cobranças defendidas pelo goleiro Cevallos, que se tornou herói. A LDU conquistava nesta quarta-feira, no Maracanã, o título da Taça Libertadores. No primeiro jogo, disputado em Quito, os equatorianos venceram por 4 a 2. E o Fluminense teve neste dia 2 de julho um dos dias mais tristes de seus 106 anos de história.

Milhares de torcedores deixaram o Maracanã chorando. O silêncio era impressionante no estádio. Nada de vaias ou aplausos. Apenas a decepção. Festa apenas para a pequena torcida da LDU, que comemorava nas cadeiras o primeiro título da Libertadores de um clube do Equador. O presidente do país, Rafael Correa, presenciou tudo da tribuna de honra do estádio.

Dono da melhor campanha da primeira fase da Libertadores, eliminando depois três campeões da competição - Nacional de Medellín, São Paulo e Boca Juniors -, ao Tricolor resta encontrar forças para superar tempos difíceis pela frente. Sem o título, o clube deixou de faturar cerca de R$ 9 milhões em cotas. Vai amanhecer nesta quinta-feira na lanterna do Campeonato Brasileiro, a única competição que lhe resta na temporada. E também deve perder dois dos seus principais jogadores - Thiago Silva e Thiago Neves - para o futebol europeu. A chance dos dois ficarem seria o clube se classificar para o Mundial da Fifa.

E Thiago Neves teve uma noite iluminada. Fez três gols no tempo normal. Feito inédito em uma decisão da Libertadores. Mas não foi suficiente. O jogador perdeu um dos pênaltis na decisão por penalidades. E faltou ao Fluminense mais coragem após marcar o terceiro gol aos 12 minutos do segundo tempo. O time diminuiu o ritmo e viu o tempo passar e se encaminhar para a loteria dos pênaltis.

Com isso, pelo segundo ano consecutivo, um clube brasileiro perdeu a decisão da Libertadores. Em 2007, o Grêmio foi derrotado pelo Boca Juniors, da Argentina, na final. Com o título, a LDU é o quarto clube classificado para o Mundial de Clubes da Fifa, que acontece em dezembro, no Japão. Já haviam assegurado a vaga o Manchester United-ING (campeão europeu), o Pachuca-MEX (campeão da Concacaf) e o Waitakere United (campeão da Oceania). Outras três vagas ainda estão em jogo e serão conhecidas apenas em novembro. São para o campeão da África, o da Ásia e o do Campeonato Japonês. Como campeão da Conmebol, o time equatoriano já entra na disputa na semifinal.

Após o susto, o alívio com Thiago Neves no primeiro tempo

No vestiário, os jogadores receberam as camisas das mãos de seus familiares. Quando o time entrou em campo, uma linda festa começou na arquibancada. Fogos de artifício, sinalizadores verdes com os torcedores, bandeiras e camisas eram balançadas. Antes de a partida começar, os jogadores se reuniram em campo para uma corrente.

Mas aos cinco minutos veio o balde de água fria. Guerrón fez uma festa pela direita e cruzou rasteiro. Bolaños apareceu livre e chutou forte, no canto direito de Fernando Henrique, que não teve muito a fazer. A LDU abria o placar: 1 a 0.

O Maracanã ficou em silêncio. A torcida, apreensiva. Quando Washington dominou e ficou livre na área, veio a chance de empate. Mas o chute foi para fora. Será que não seria o dia tricolor? A resposta veio rápida. Thiago Neves arriscou de longe. E o goleiro Cevallos aceitou. Bola rasteira no canto esquerdo. Era o empate do Fluminense. A torcida recuperava a esperança. E assim como nos confrontos contra o São Paulo e o Boca Juniors, o time conseguia reagir minutos depois de sofrer um gol.

Apesar do empate, a torcida tricolor seguiu quieta. Só se manifestava para protestar contra o árbitro Hector Baldassi, que estava benevolente com as faltas duras da equipe equatoriana, principalmente em Thiago Neves, e economizava nos cartões amarelos.

O Fluminense não estava bem. Tanto que aos 25 minutos, Dodô começou a se aquecer. A LDU fazia cera, o jogo ficava muito tempo parado. E Hector Baldassi também não tomava qualquer atitude irritando os tricolores. Mas o Fluminense tinha a objetividade dos campeões. Chegava e marcava. Aos 28 minutos, Junior César cobrou rápido um lateral para Cícero, que cruzou para Thiago Neves. O meia completou de primeira para o fundo da rede. Era a virada tricolor. O gol que precisava para a torcida voltar a gritar.

Nem o susto de Fernando Henrique, que errou ao sair uma bola e quase deu um gol feito ao adversário, calou os torcedores. Logo depois, Washington recebeu e foi derrubado por Ambrossi na área. Pênalti claro, mas o árbitro Hector Baldassi não deu nada, para revolta geral dos tricolores. Renato Gaúcho discutia com o quarto árbitro. Depois, com o bandeira. Não parava de reclamar do árbitro. E o primeiro tempo terminava.

De falta, o gol salvador

Para o segundo tempo, Renato Gaúcho colocou o atacante Dodô no lugar de Ygor. Com isso, Cícero passou a jogar mais recuado. E foi do artilheiro a primeira chance. Após receber na área, Dodô deixou o marcador no chão e chutou. A bola foi por cima do travessão.

E Dodô estava mordido realmente com a reserva. Aos sete minutos, o atacante dominou na área e chutou. A bola desviou em Calle e bateu na trave antes de sair para escanteio.

Aos 11 minutos, Thiago Neves sofreu falta na entrada da área. Ele mesmo cobrou. Com perfeição, no canto esquerdo de Cevallos, que pulou atrasado. Era o terceiro gol do Fluminense. O Maracanã tremeu tamanha a festa da torcida. Vale lembrar que na véspera da partida, no último treino nas Laranjeiras, o meia teve um aproveitamento espetacular nas cobranças de falta. Das sete que tentou, fez cinco gols e acertou uma vez o travessão.

O jogo ficou nervoso. Com o resultado, a partida iria para a prorrogação. A LDU resolveu sair mais. Urrutia arriscou de fora da área, e Fernando Henrique espalmou para escanteio. Logo depois, Bieler chutou da entrada da área e a bola bateu na trave direita do goleiro tricolor.

O Fluminense diminuiu um pouco o ritmo. E deixou de explorar a insegurança do goleiro equatoriano Cevallos. Ele quase entregou em um chute de Conca no meio do gol. A defesa, toda atrapalhada, aconteceu com uma das mãos. Aos 36 minutos, falta perigosa a favor do Tricolor. Conca cruzou para a área, e Washington cabeceou por cima do travessão.

Os torcedores voltaram a apoiar o time com os gritos de "Nense". Mas o Fluminense preferiu não se arriscar. E a partida foi para a prorrogação. Mais 30 minutos de emoção pela frente.

Prorrogação com poucas chances

O tempo extra foi nervoso. A LDU tentava ganhar tempo nas bolas paradas, mas também atacava. Principalmente com Guerrón. O Fluminense tinha as melhores chances nos chutes de longe. Primeiro com Thiago Neves, depois com Thiago Silva. Ambos para fora.

Junior Cesar também tentava aparecer pela esquerda, mas os cruzamentos paravam nas cabeças dos equatorianos. Em uma sobra, Dodô chutou com força por cima do travessão. O tempo parecia passar mais rápido. E terminou o primeiro tempo.

Maurício entrou no lugar de Gabriel, bastante cansado. Mas o segundo tempo começou em ritmo lento. Aos 11 minutos, um lance polêmico. Cruzamento longo para a área, e Bieler fez o gol de cabeça. De forma errada, o bandeira Ricardo Casas marcou impedimento, e o árbitro Hector Baldassi anulou, prejudicando o time equatoriano.

O jogo voltou a ficar emocionante. Thiago Neves recebeu na área e chutou cruzado. Cevallos fez difícil defesa e evitou o gol. Aos 14 minutos, contra-ataque rápido da LDU e Luiz Alberto é obrigado a derrubar Guerrón na entrada da área. O zagueiro, que já tinha cartão amarelo, foi expulso. Era o último lance da partida. Mas Ambrossi cobrou na barreira. E o título seria decidido nos pênaltis.

Cevallos brilha nos pênaltis, e o título é da LDU

Urrutia abriu a disputa. Um chute forte no meio do gol. Fernando Henrique caiu para o lado direito. LDU 1 a 0. Conca seria o primeiro cobrador tricolor. E o argentino perdeu. Chute forte, mas no meio. Cevallos defendeu.

Campos bateu o segundo pênalti para a LDU. E Fernando Henrique defendeu. Festa no Maracanã. A torcida gritou o nome do goleiro tricolor. Thiago Neves tinha a missão de deixar tudo igual. Mas decepcionou. Chute rasteiro no lado direito de Cevallos, que defendeu com os pés. E Salas não perdoou. Fez o segundo gol da LDU.

Cícero foi o terceiro cobrador tricolor. E finalmente fez o primeiro do Fluminense. Mas a vantagem ainda era equatoriana. Guerrón abriu a quarta série. E deixou o Fluminense em situação complicada: 3 a 1.

Washington foi cobrar sob pressão. Se perdesse, a série acabava. O chute foi no canto direito. E Cevallos defendeu. A LDU era campeã da Libertadores. Silêncio e choro no Maracanã. Os torcedores, sem acreditar, não saíam da arquibancada. Mas a festa era equatoriana.

Ficha Técnica:

FLUMINENSE
Fernando Henrique, Gabriel (Maurício), Thiago Silva, Luiz Alberto e Junior Cesar; Ygor (Dodô), Arouca (Roger), Darío Conca e Thiago Neves; Cícero e Washington.
Técnico: Renato Gaúcho

LDU-EQU
Cevallos, Calle, Campos, Norberto Araujo e Ambrosi; Urrutia, Vera, Guerrón, Manso (William Araujo) e Bolaños (Salas); Bieler.
Técnico: Edgardo Bauza

Data: 02/07/2008 (Quarta-feira)
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Héctor Baldassi (Argentina)
Auxiliares: Ricardo Casas (Argentina) e Hernán Maidana (Argentina)
Público: 78.918 (pagantes)
Renda: R$ 3.910.044,00
Cartões amarelos: Luiz Alberto, Cícero e Thiago Silva (Fluminense). Bieler, Vera e Cevallos (LDU-EQU).
Cartão vermelho: Luiz Alberto, aos 14 minutos do segundo tempo da prorrogação (Fluminense).
Gols: Bolaños, aos 5 minutos; Thiago Neves, aos 11 minutos; e Thiago Neves, aos 27 minutos do primeiro tempo. Thiago Neves, aos 11 minutos do segundo tempo.
Pênaltis: Marcaram: Urrutia, Salas e Guerrón (LDU), Cícero (FLU). Erraram: Campos (LDU), Darío Conca, Thiago Neves e Washington (FLU).

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Espanha lidera ranking da Fifa pela primeira vez. Brasil cai para quarto

A Espanha, que no domingo passado conquistou a Eurocopa, chegou no mês de julho pela primeira vez à liderança do ranking de seleções da Fifa, divulgado nesta quarta-feira. Com o triunfo sobre a Alemanha por 1 a 0 na final, a seleção espanhola pulou do quarto para o primeiro lugar. Esta é a primeira vez que a Espanha ocupa a liderança do ranking da Fifa, criado em agosto de 1993.

A seleção brasileira, que acumulou fracassos nas últimas partidas disputadas, caiu do segundo para o quarto lugar na lista da Fifa. A vice-liderança do ranking é ocupada pela Itália, enquanto na terceira posição aparece a Alemanha.

O quinto lugar ficou com a Holanda, que brilhou na fase de grupos da Eurocopa, mas foi surpreendentemente eliminada pela Rússia nas quartas-de-final da competição. Em sexto aparece a Argentina, que também não vive boa fase e despencou cinco posições no ranking da Fifa.

O Uruguai é a terceira melhor seleção sul-americana na lista divulgada nesta quarta-feira, ao ganhar quatro posições para ficar em 22º.

Os dez primeiros do ranking de julho da Fifa

1º) Espanha - 1.557 pontos
2º) Itália - 1.404
3º) Alemanha - 1.364
4º) Brasil - 1.344
5º) Holanda - 1.299
6º) Argentina - 1.298
7º) Croácia - 1.282
8º) República Tcheca - 1.146
9º) Portugal - 1.104
10º) França - 1.053

Quarta Esportiva

FUTEBOL INTERNACIONAL:


BASQUETE:

- Sul-Americano Masculino: Brasil sofre, mas vence donos da casa

*A seleção brasileira teve muitas dificuldades, mas conseguiu vencer pela segunda vez no Campeonato Sul-Americano de basquete masculino, disputado em Puerto Montt, no Chile. Contra os donos da casa, adversários mais complicados do que na estréia contra a Colômbia, o time B do Brasil, comandado pelo técnico Paulo Sampaio, fez 70 a 69 e está na ponta da tabela, ao lado da Argentina. Nesta quinta-feira, às 20h, o Brasil enfrenta os atuais campeões olímpicos. Depois disso, a seleção verde-amarela pega Venezuela (sexta-feira) e Uruguai (sábado), sendo que as duas melhores equipes nesta fase vão para a final, domingo. Os quatro melhores no Sul-Americano se classificam para a Copa América, que vale vaga para o Mundial de 2009.

Outras Partidas da 2ª Rodada: Argentina 104x75 Colômbia, Venezuela 70x88 Uruguai

TÊNIS:

- Wimbledon: Federer, Safin e Nadal garantem vaga nas semifinais.

*A vitória de Mario Ancic sobre Roger Federer na primeira rodada do Torneio de Wimbledon de 2002 ficou mesmo no passado. Nesta quarta-feira, o suíço confirmou seu favoritismo e derrotou o croata com tranqüilidade por 3 sets a 0, parciais de (6-1, 7-5 e 6-4), em partida que ficou paralisada por mais de duras horas devido à chuva que caiu sobre Londres. O jogo já havia sido atrasado em quase uma hora por causa do mau tempo no All England Club.

*Em boas condições de obter o hexacampeonato, Federer chega forte à semifinal, onde vai encarar Marat Safin. O russo conquistou a vaga após uma vitória complicada sobre o espanhol Feliciano López. Safin venceu de virada por 3 sets a 1, parciais de 3-6, 7-5, 7-6 e 6-3.

*O tenista espanhol Rafael Nadal não se intimidou com a torcida inglesa e derrotou nesta quarta-feira o britânico Andy Murray, número 11 do mundo, pelas quartas-de-final do torneio de Wimbledon. Embalado rumo a sua terceira final consecutiva na tradicional competição londrina, o espanhol perdeu apenas um set até o momento, na segunda rodada do torneio. O número 2 do mundo não encontrou dificuldades em eliminar o último tenista britânico que ainda disputava a chave de simples de Wimbledon, por um placar de 3 sets a 0, parciais de 6-3, 6-2 e 6-4

*A partida entre o alemão Rainer Schuettler e o francês Arnaud Clement, pelas quartas-de-final do torneio de Wimbledon, foi suspensa por falta de luz natural, com 1h46 de jogo, após o francês empatar o jogo em 1 a 1 (6-3, 7-5). O jogo será retomado nesta quinta-feira, em horário a ser definido.

O Esporte na Terça

FUTEBOL NACIONAL:

- Série B: Brasiliense vence após cinco rodadas e respira contra rebaixamento

O Brasilense venceu uma Ponte Preta apática por 2 a 0 na noite desta terça-feira, em Taguatinga, e conseguiu deixar, pelo menos provisoriamente, a região da degola na tabela da Série B do Campeonato Brasileiro. O veterano zagueiro Júnior Baiano, e Jóbson, marcaram os gols. Com o resultado na Boca do Jacaré, o clube do Distrito Federal chegou aos 11 pontos, mas ainda pode voltar à zona do rebaixamento nesta nona rodada da competição em função dos resultados de seus rivais diretos. A terceira vitória do Brasileiro na competição surgiu para quebrar uma série de cinco confrontos sem triunfos. A Ponte Preta, por sua vez, não conseguiu demonstrar o futebol dos últimos jogos e, apática em campo, desperdiçou a chance de manter a seqüência que era de dois duelos sem perder, permanecendo com 10 pontos. O clube de Campinas ocupa a 12ª colocação.

- Série B: Santo André sobe para sétimo ao vencer lanterna CRB por 3 a 1


O Santo André venceu o CRB por 3 a 1 nesta terça-feira, no estádio Bruno José Daniel, no ABC paulista, pela nona rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Com isso, os paulistas subiram para sétima colocação, com 12 pontos. Já os alagoanos seguiram em situação delicada, na lanterna, com cinco pontos. O primeiro tempo foi equilibrado. No entanto, logo no início da etapa final, Pará abriu o placar para o time da casa. Pouco depois, Marcelinho Carioca ampliou em cobrança de pênalti. Também em penalidade máxima, Juliano descontou, mas os anfitriões ainda fizeram o terceiro, com Jéferson.

- Série B: Paraná goleia Criciúma, quebra jejum e deixa zona da degola

O Paraná começou a respirar na Série B. Em um jogo com três expulsões, o Tricolor derrotou o Criciúma por 3 a 0, nesta terça-feira, em pleno Estádio Heriberto Hulse. Giuliano, Naves e Clênio marcaram os gols. Foi a primeira vitória, fora de casa, desde o dia 19 julho do ano passado, em competições nacionais. O resultado tirou o time da zona de rebaixamento, depois de nove rodadas. Após este triunfo, o time paranaense saltou da 18ª para 13ª posição, com dez pontos. O Criciúma, que teve Wescley e Basílio expulsos no segundo tempo, permeneceu com dez pontos, e caiu para 11ª colocação.

BASQUETE:

- Sul-Americano Masculino: Brasil quase se complica, mas estréia com vitória

Mesmo jogando sem seu time principal, que se prepara para o Pré-Olímpico Mundail, o Brasil estreou com vitória no Campeonato Sul-Americano de basquete masculino, no Chile, competição na qual busca o bicampeonato, e a 19ª conquista. Nesta terça-feira, a seleção começou mostrando dificuldades, deslanchou a partir do segundo quarto e quase se complicou no final. Mas bateu a Colômbia, por 83 a 75. Depois do Chile, nesta quarta-feira, às 20h, os brasileiros enfrentam Argentina (quinta-feira), Venezuela (sexta-feira) e Uruguai (sábado), sendo que as duas melhores equipes nesta fase vão para a final, marcada para domingo. Os quatro melhores no Sul-Americano se classificam para a Copa América, que vale vaga para o Mundial de 2009.

Outras Partidas da 1ª Rodada: Argentina 79x77 Venezuela, Chile 66x81 Uruguai

FUTSAL:

- Liga Futsal: Petrópolis vence fora e reassume liderança do grupo; RCG/Banespa também vence

Contando com dois gols marcados no segundo tempo da partida, Petrópolis superou a Unisul por 2 a 0, na noite desta terça-feira, e reassumiu a liderança do grupo B da Liga Futsal. O confronto foi realizado no ginásio Salgadão, em Tubarão (SC). Os visitantes abriam o marcador com o ala Marcinho e ampliaram, nos instantes finais, com o veterano Andrey. Com a vitória, Petrópolis, que soma três triunfos em quatro partidas na segunda fase do torneio, chegou aos nove pontos. A Unisul também possui a mesma pontuação, mas é superada pelo rival por causa do confronto direto. Os gols da partida só ocorrem após o intervalo.

No outro jogo desta terça, o RCG/Banespa superou a Intelli por 3 a 0, em casa, no clássico paulista. Japônes, Paulinho e Banana, marcaram os gols dos anfitriões. O resultado positivo deixou a equipe de Garça no quarto posto do grupo B, com sete pontos. O time de Orlândia amarga a vice-lanterna, com apenas três pontos.

TÊNIS:

- Wimbledon: Serena e Venus vencem, e chance de final entre as Williams cresce

As irmãs Williams já se enfrentaram duas vezes em finais do Torneio de Wimbledon, com duas vitórias de Serena que lhe renderam o bicampeonato 2002-2003. A chance de uma nova decisão entre as norte-americanas é grande. Depois de Venus garantir vaga na semi ao vencer a tailandesa Tamarine Tanasugarn por 2 sets a 0 (6-2 e 6-3), a irmã mais nova repetiu o feito diante da polonesa Agniezka Radwanska com o mesmo placar, porém com parciais de 6-4 e 6-0.
Nas semifinais, Venus Williams encara a russa Elena Dementieva, que bateu a sua compatriota Nadia Petrova, por 2 sets a 1 (6-1, 6-7 e 6-3).
Na outra chave, Serena Williams enfrenta a surpresa do torneio, a chinesa Jie Zheng, que venceu nas quartas-de-final a tcheca Nicole Vaidisova, por 2 sets a 1 (6-2, 5-7 e 6-1).

segunda-feira, 30 de junho de 2008

O Esporte na Segunda

FUTSAL:

- Liga Futsal: Carlos Barbosa vence e atinge vice-liderança do Grupo B

O Carlos Barbosa comprovou a melhora na fase final da Liga Futsal e obteve o segundo triunfo consecutivo nesta segunda-feira. Atuando em casa, a equipe derrotou o Atlântico por 3 a 1 e chegou à vice-liderança do Grupo B. O resultado deixou o Carlos Barbosa com sete pontos, atrás somente da Unisul, com nove. Já o time de Erechim permanece na lanterna do grupo sem nenhum ponto, com quatro derrotas. Tricampeão da Liga Futsal, o Carlos Barbosa tenta se recuperar o desempenho irregular na primeira fase, que rendeu ao time apenas o oitavo lugar na tabela. Na segunda etapa da competição, os clubes jogam em turno e returno dentro do seu grupo e os quatro primeiros colocados passam para a fase seguinte.

TÊNIS:

- Wimbledon: Melo sente lesão e mineiros perdem por W.O. nas oitavas

Acabou a participação dos brasileiros Marcelo Melo e André Sá em Wimbledon. A dupla mineira foi eliminada por W.O. diante da parceria do sul-africano Kevin Anderson e do sueco Robert Lindstedt, após Melo sentir uma lesão na coxa direita na estréia de duplas mistas. Os tenistas de Belo Horizonte defendiam as semifinais do Grand Slam britânico e, portanto, perderão cerca de três posições cada no ranking de duplas, já que pararam na fase de oitavas. Eles vinham embalados por duas vitórias antes de Melo sofrer a contusão. Atualmente, Sá é o 25º do mundo e Melo o 27º. Na Corrida dos Campeões a situação dos brasileiros segue boa. A dupla está em nono lugar e na briga para disputar pela primeira vez a Masters Cup no final do ano. Nesta temporada, Melo e Sá foram campeões no saibro da Costa do Sauípe e em Portschach. Eles agora focam suas atenções para o US Open, onde chegaram às quartas-de-final no ano passado. Os mineiros também sonham em disputar os Jogos Olímpicos de Pequim, em agosto.

domingo, 29 de junho de 2008

29 de junho de 1958 - Pela primeira vez, a Taça do Mundo é nossa !

O primeiro título mundial do Brasil foi sacramentado com a goleada por 5 a 2 imposta sobre os mandantes suecos no Estádio Rasunda, em Estocolmo. A taça, porém, havia sido assegurada ainda nas primeiras horas da manhã daquele dia 29 de junho de 1958. Fruto da superstição que girava em torno da delegação comandada por Paulo Machado de Carvalho, empresário do ramo da comunicação que cuidou de todos detalhes da aventura brasileira na Europa.

Temia-se pela chuva na hora do jogo, mas ela apareceu justamente durante a manhã. Enquanto os organizadores cobriam o gramado do Rasunda para preservar o gramado, Carvalho viu o primeiro contratempo do dia: a Seleção perdeu no sorteio o direito de enfrentar os suecos com a camisa amarela, o uniforme titular e cor também usada pelos mandantes.

Sem outra alternativa na bagagem, o dirigente deu a missão de encontrar um uniforme substituto ao massagista Mário Américo, que em uma das poucas lojas esportivas abertas encontradas, não titubeou ao comprar um jogo inteiro de camisas azuis.

A cor não era estranha aos brasileiros e a justificativa era a de se manter uma das cores oficias do uniforme (exceto o branco, aposentado oito anos antes, após a derrota do Mundial para o Uruguai em pleno Maracanã, sob a alegação extra-oficial de trazer mais sorte). Em uma operação de guerra, os jogadores não foram avisados e membros da delegação trocaram o almoço pela tarefa de arrancar o brasão da extinta Confederação Brasileira de Desportos para costurá-lo no novo fardamento, que de fábrica veio apenas com os números amarelos.

No vestiário, ao ser informado das novas camisas, até o técnico Vicente Feola temeu pelo pior. O abalo entre os jogadores foi maior que o esperado. Carvalho, então, manteve o tom sóbrio, pediu a palavra e incentivou o grupo alegando que estavam vestidos com a mesma cor do manto de Nossa Senhora de Aparecida, a padroeira do Brasil. Foi o primeiro passo para que a taça Jules Rimet ficasse mais próxima da América do Sul.

A Suécia não tinha uma excelente equipe, que fora criticada pela imprensa local durante toda a disputa. Mesmo assim, dois atletas experientes, que enfrentaram a Seleção no Mundial de 1950, na histórica goleada por 7 a 1, estariam em campo: o goleiro Svenson e o ponteiro Skoglund. O jogo, válido pelo quadrangular final daquela disputa, fora lembrado, alertando os mandantes do perigo sul-americano que estaria em campo. Mas os principais temores da equipe do técnico inglês George Raynor eram outros.

O Brasil não chegou à Suécia como favorito. Pelo contrário. Antes do embarque, a equipe acumulou um empate sem gols com o Paraguai no Pacaembu e uma derrota por 1 a 0 para o Flamengo em jogo-treino no Maracanã com cobrança de ingresso. O início também foi preocupante. Apesar de uma fácil vitória por 3 a 0 no fraco selecionado da Áustria, o empate sem gols com a Inglaterra - o primeiro em Copas do Mundo - na segunda rodada evidenciou os problemas. As mudanças vieram no que prometia ser o mais duro jogo brasileiro na competição até então: a União Soviética.

Pelé havia estreado na Seleção um ano antes, mas se apresentou à delegação que embarcaria à Copa com problemas no joelho. Estava sendo poupado, mas contra os soviéticos, os médicos o liberaram. E o escolhido para ser sacado foi Mazzola, de quem os dirigentes tinham receio do temor em tirar a perna em divididas, afinal estava vendido ao Milan. Uma reunião entre Carvalho, Feola, o preparador físico Paulo Amaral e líderes do elenco, entre eles o capitão Bellini, selou as outras duas mudanças que marcariam o time titular: Garrincha na vaga de Joel, outro criticado pela imprensa que foi à Europa, e Zito substituindo Dino Sani.

Feola apostava alto em Sani, talvez a grande decepção brasileira na Copa, e não gostava de Garrincha, segundo Nilton Santos reprovado antes do embarque em testes psicológicos. Teve que rever seus conceitos após a arrancada que chamou a atenção para a equipe. Vitória por 2 a 0 sobre os soviéticos, chamados de "comunistas". Nas quartas-de-final, novo êxito, por 1 a 0, sobre a retranqueira equipe de País de Gales, em jogo que Pelé marcou seu primeiro gol em Mundiais e, definitivamente, começou a ser respeitado como o Rei do Futebol.

O teste definitivo viera nas semifinais, diante de uma das maiores equipes da história das Copas: a seleção francesa liderada por Just Fontaine e Kopa. O primeiro marcou 13 gols no Mundial, recorde absoluto de artilharia em uma única edição de Copa, mantido até hoje. Os europeus vinham em uma crescente, sua torcida estava empolgada e lotou o Rasunda. Mesmo assim não foram páreos e uma surpreendente goleada por 5 a 2 dos sul-americanos não só os credenciaram como favoritos, mas também cativou os fãs locais a apoiá-los.

Além das camisas azuis, Feola foi o responsável direto por mais uma surpresa brasileira, que teve papel decisivo diante dos suecos: sacou De Sordi para a entrada de Djalma Santos. O lateral-direito do São Paulo foi titular em todos os outros jogos, mas sentiu uma contusão no joelho de apoio na semifinal. E risco era uma coisa que o treinador da Seleção não queria correr na final. O certo é que o então jogador da Portuguesa atuou o suficiente para ser eleito como o melhor da posição na Copa.

Mas as coisas não aconteceram conforme o planejado. Mal o jogo começou e a esperança sueca ganhou força nos pés de Liedholm. Aos 3min, ele marcou um verdadeiro gol em câmera lenta. Recebeu passe enfiado, passou devagar por Orlando e não precisou correr para bater Bellini e acertar um chute cruzado à direita de Gilmar, abrindo o placar para os europeus. O que era um motivo para aumentar a confiança dos frios mandantes, que até então reagiam com timidez nas arquibancadas do Rasunda, foi mais um capítulo de superação daquela equipe, simbolizada por Didi, que em uma lentidão ainda maior atravessou o meio-campo caminhando a passos curtos. Antes de colocar a bola na marca, voltou-se a Zagallo e deu o recado: "nós vamos ganhar".

E o que se viu em seguida deixou claro que não era uma falsa profecia. Seis minutos depois, o meia do Botafogo lançou Garrincha. Impossível de marcá-lo, o ponta driblou com facilidade dois zagueiros e cruzou rasteiro para Pelé. O Rei teve tempo apenas de desviar a jogada para Vavá, que emendou um chute à queima-roupa sem chances para Svensson. Era o empate brasileiro.

O que se viu com o placar novamente em igualdade foi uma ampla superioridade brasileira. Djalma Santos anulava Skoglund, o craque sueco, e o meio-campo jogava como queria. Quase sempre o jogo buscava Pelé, que acertou o travessão em um arremate de longa distância. O coração bateu mais forte apenas em um lance, quando Skoglund aproveitou uma saída errada de bola e bateu por cobertura em um batido Gilmar. Zagallo apareceu para salvar em cima da linha. Entretanto, aos 32min, como em um replay do primeiro gol, Garrincha passou como quis pelos marcadores e cruzou rasteiro. Svensson não consegui segurar e Vavá desviou para virar o placar.

A Seleção foi para o intervalo com a torcida local aplaudindo. Eram outros tempos e a superioridade era tanta que narradores europeus já cantavam a vitória sul-americana. Daí para a goleada foi um caminho fácil. Aos 10min da etapa final, uma obra de arte. Orlando e Zito trocaram passes no meio-campo. De primeira, o volante lançou Didi, que emendou o jogo para Nilton Santos. Vavá correu para receber, mas o lateral preferiu seguir o jogo com Zagallo, que voltou ao futuro companheiro de equipe e esse cruzou. A bola caiu nos pés de Pelé. Gustavsson saiu para tentar o corte. Levou um chapéu do Rei que, sem deixar a bola cair, finalizou, anotando o segundo gol mais bonito da história das Copas segundo a própria Fifa e exaustivamente repetido em filmes e documentários sobre o Mundial e o ídolo santista.

Símbolo máximo de Seleção Brasileira, Zagallo deixou a sua marca. Aos 23min, recebeu lançamento de Didi e invadiu a área. Sentindo a aproximação do zagueiro, usou sua principal característica e dividiu a bola com o sueco, levando a melhor. Seguiu com o lance e, vendo o goleiro pular, arrematou por baixo, sacramentando a goleada.

O Brasil era o campeão mundial, mas faltou avisar a zaga. Aos 35min, Bellini e Orlando vacilaram e Liedhholm lançou Simonsson, que de primeira e livre, marcou mais um de honra. Nada que assustasse Pelé. O banco já se abraçava e dirigentes choravam quando, no último minuto, o Rei tabelou com Zagallo e correu para a área. Veio o cruzamento e o franzino adolescente obteve de vez a coroa de melhor da história ao saltar junto da marcação e encobrir Svensson.

A nação que oito anos antes chorara de tristeza, agora derramava lágrimas de alegria. Os jogadores suecos aplaudiam o time brasileiro, que a essa altura dizimara qualquer ranço de rivalidade e acumulava idolatria. Entre eles o craque francês Kopa, que fez questão de assistir a partida, e o escritor espanhol Pedro Escartin, que em seu livro Suécia: apoteosis de Brasil, classificou a equipe como "algo novo e maravilhoso, onde não faltam arte, eficiência e conjunto". Pelé, classificado como o monstro genial de 17 anos, caía no choro dentro do gramado e era consolado pelos companheiros. O grupo deu a volta olímpica segurando a bandeira do país-sede, ovacionado de pé pelo estádio. Mas um fã em especial chamou a atenção, o rei sueco Gustavo Adolfo, que voltou ao gramado antes da cerimônia de premiação para felicitar os campeões. Procurava um jogador em especial, Garrincha, que retrucou o protocolar cumprimento monárquico da forma mais brasileira possível: "E aí meu chapa, tudo bem?". O dentista da delegação, Mário Trigo, não ficou atrás: "Obrigado 'king'".

Ao receber a taça das mãos do rei Adolfo, Bellini ainda teve tempo de imortalizar mais um gesto. A pedido dos fotógrafos que não conseguiam registrar a cena, levantou a Jules Rimet acima da cabeça. O gesto é copiado até hoje, em qualquer esporte, sempre que um troféu é obtido. Nada mais imponente para uma Seleção que entrou para a história e ostenta a singular marca de ser a única equipe não-européia a ter vencido uma Copa do Mundo no Velho Continente.

- OS JOGADORES BRASILEIROS

Goleiros:
3 - Gilmar - Corinthians
1 - Castilho - Fluminense
Laterais:
4 - Djalma Santos - Portuguesa
12 - Nilton Santos - Botafogo
14 - De Sordi - São Paulo
16 - Oreco - Corinthians
Zagueiros:
13 - Mauro - São Paulo
2 - Bellini (Capitão) - Vasco da Gama
15 - Orlando - Vasco da Gama
9 - Zózimo - Bangu
Meio-campistas:
6 - Didi - Botafogo
5 - Dino - São Paulo
19 - Zito - Santos
8 - Moacir - Flamengo
Atacantes:
11 - Garrincha - Botafogo
7 - Zagallo - Botafogo
20 - Vavá - Vasco da Gama
22 - Pepe - Santos
10 - Pelé - Santos
17 - Joel - Flamengo
18 - Mazzola - Palmeiras
21 - Dida - Flamengo
Técnico: Vicente Feola

- A CAMPANHA E OS GOLS DO BRASIL

1ª Fase - Grupo 4:
Uddevalla - Brasil 3x0 Áustria - Gols: Mazzola (2) e Nilton Santos
Gotemburgo - Brasil 0x0 Inglaterra
Gotemburgo - Brasil 2x0 União Soviética - Gols: Vavá (2)
Quartas de Final:
Gotemburgo - Brasil 1x0 País de Gales - Gol: Pelé
Semifinais:
Estocolmo - Brasil 5x2 França - Gols: Pelé (3), Vavá e Didi
Final:
Estocolmo - Brasil 5x2 Suécia - Gols: Vavá (2), Pelé (2) e Zagallo

sábado, 28 de junho de 2008

Sábado Esportivo - Brasil conquista títulos no Futsal e no Handebol.

FUTSAL

*Com uma goleada de 6 a 2 sobre o surpreendente Uruguai, o Brasil sagrou-se campeão da Copa América de Futsal, na noite deste sábado, na casa do adversário, com o ginásio do Clube Praga, em Mercedes, completamente lotado. Com essa conquista, o time brasileiro recupera a hegemonia, já que havia perdido a última edição, no Paraguai, para a Argentina.
O time uruguaio, desde o início, mostrou-se bastante motivado para buscar o título em casa, e chegou inclusive, a acertar a trave com Blankleider, antes de Marquinho abrir o placar, aos 2 minutos. Naturalmente o Brasil impôs o seu melhor futebol e os gols foram acontecendo. Falcão marcou o segundo e mais tarde, Wilde, aproveitando falha do goleiro, ampliou. Antes do final do primeiro tempo, porém, D'Alessandro, com um tiro livre direto, diminuiu para a Celeste. O que parecia ser a reação uruguaia, foi esfriada por Schumacher que marcou o quarto gol brasileiro no início do segundo tempo. O goleiro Roibal evitava uma goleada brasileira ainda maior, fazendo belas defesas, mas não suportou tamanha pressão. Schumacher marcou mais e Lenísio fez um golaço, por cobertura: 6 a 1 para a seleção verde-amarelo. Já no fim da partida, quando o time brasileiro, do técnico PC de Oliveira apenas administrava a partida, Fabian Hernandes, destaque dos donos da casa na vitória diante do Paraguai nas semifinais do torneio, marcou mais um, fechando o placar.
A Copa América garantiu as últimas três vagas para a Copa do Mundo de Futsal, organizada pela FIFA, que será no Rio de Janeiro entre setembro e outubro. Como o Brasil já está classificado por ser o país sede, todos os semifinalistas da competição vão disputar a Copa: Uruguai, Argentina e Paraguai.

HANDEBOL

*Empurrada pela torcida que compareceu ao ginásio Milton Olaio Filho, em São Carlos (SP), a seleção brasileira masculina conquistou o bicampeonato do Pan-Americano de handebol, neste sábado, ao superar na decisão a Argentina por 27 a 24. Além do título, a equipe dirigida pelo treinador espanhol Jordi Ribera também garantiu a classificação ao Mundial da Croácia, que será disputado em janeiro de 2009 - o feito já havia sido alcançado após o Brasil avançar à final do torneio. As outras duas vagas na competição na Europa ficaram com Argentina e Cuba, que ganhou a medalha de bronze ao bater o Chile por 37 a 30 na disputa pelo último lugar no pódio.
Ao contrário da final dos Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007, a partida deste sábado não teve nenhum sério incidente. Na ocasião, os jogadores das duas seleções trocaram socos e chutes nos segundos finais do duelo. Alguns torcedores brasileiros chegaram a invadir a quadra para xingar os argentinos.

Campeonato Brasileiro Série B - Classificação

Roberto Dinamite é eleito o novo presidente do Vasco


Com uma eleição confusa, cheia de discussões e que durou praticamente seis horas, terminando já na madrugada deste sábado, o candidato da oposição, Roberto Dinamite, derrotou o da situação, Amadeu Pinto da Rocha (com apoio de Eurico Miranda), por 141 a 104, e foi proclamado como o novo presidente do Vasco.

"Se confirmou o desejo do associado do Vasco. Foi uma vitória dupla, não só da nossa chapa, mas também dos torcedores. Precisamos da colaboração de todos os cruzmaltinos. Não foi uma vitória apenas minha e divido as conquistas. Agora é voltar a fazer o Vasco campeão", vibrou Roberto Dinamite.

A chapa da oposição também venceu as eleições para presidentes do Conselho Deliberativo (José Carlos Osório) e Conselho Fiscal (Hércules Figueiredo Santana)

Antes mesmo do anúncio oficial da vitória de Roberto Dinamite. Eurico Miranda, em entrevista coletiva, já admitia a derrota e que, a partir de agora, continuaria apenas torcendo pelo Vasco.

Roberto Dinamite vai comandar o Cruzmaltino pelos próximos três anos, a partir do dia 1º de julho. Desta maneira, acaba o poder de Eurico Miranda, que era presidente do clube desde 2001, além de ter exercido a função de vice de futebol desde 1986, quando Antônio Soares Calçada era o presidente.

A eleição, que começou com cerca de 1h30 de atraso, teve um clima tenso antes dos votos. A presença da polícia também foi efetiva. Alguns conselheiros, que tinham sido expulsos do clube por Eurico Miranda, puderam participar do pleito normalmente em função de liminares.

O anúncio da composição da mesa também foi motivo de problema na eleição. O presidente da OAB-RJ (Ordem dos Advogados do Brasil), Wadih Damous, foi vaiado e houve bate-boca generalizado entre conselheiros da situação e oposição. O clima só ficou calmo após um discurso do vice-presidente da Assembléia Geral do Vasco, Alberto Moutinho.

"Fui vaiado por um grupo e aplaudido por outro. Isso faz parte do processo democrático. Não teve nenhum problema em relação a isso", contemporizou Wadih Damous.

Durante o pleito, muita confusão. Eurico Miranda discutiu asperamente com Roberto Dinamite, por divergência nos números de conselheiros natos (150) com direito a voto.

"Quem é você para falar do Vasco?", esbravejou Eurico Miranda. Roberto Dinamite também não poupou "elogios" ao rival, sempre apontando o dedo no rosto do dirigente cruzmaltino. "A situação está inventando coisas e querendo tumultuar a eleição. Isso não pode acontecer", reclamou Dinamite.

Eurico Miranda, totalmente destemperado, discutiu também com o presidente do MUV (Movimento Unido Vascaíno, que apoiou Roberto Dinamite), Luiz Américo, e depois com um conselheiro da chapa de oposição.

Logo depois, quando um conselheiro, apoiando Roberto Dinamite, chamou Euriquinho, filho de Eurico Miranda, de "moleque", o ex-presidente ficou muito nervoso e precisou ser contido por alguns correligionários.

Entenda o caso

Eurico Miranda e Roberto Dinamite duelaram nas urnas em novembro de 2006. Na ocasião, a situação venceu a oposição por 1.848 a 1.409 e mais sete votos em branco.

Porém, alegando irregularidade na primeira urna (total de quatro), quando Eurico Miranda venceu por 654 a 172, a oposição ingressou na Justiça. Sem a contagem da primeira urna, Roberto Dinamite venceria por 1.237 a 1.194.

No último sábado, dia 21 de junho, após decisão da Justiça, nova eleição foi realizada na sede do Calabouço. A chapa de Roberto Dinamite venceu por 827 a 45.